Ansiosa, cansada e decidida. Pego meu violão e brinco de cantar as mais belas músicas de amor, especialmente pra você. Buscando a perfeição, me dou conta que ela impossível. Rodo por este mundo tentando entender os sentimentos e explicá-los da melhor forma possível, porém, às vezes resumo-os Ouço palavras mentirosas que mostram sentimentos inexistentes que enganam e vem para tomar o melhor de nós, para que quando o que for verdadeiro aparecer, nos depararmos em um mar de indecisões, algumas vezes perdendo a total coragem.
Papéis de cartas não se utilizam mais, um eu te amo, se tornou tão falso quanto um produto importado clandestinamente, a atenção dada para a pessoa amada se transformou e não é mais a mesma de antes.
Raramente vejo essas coisas verdadeiras, talvez por que eu estou amando de um modo diferente, talvez quando eu digo que amo, eu não minto e espero o melhor de ambas as partes, e por resultado desse amor, só desejo o bem do alvo que pretendo atingir, da pessoa que desejo conquistar, escrevo de um modo diferente, por mais que alguns julguem comum, ou me julguem como uma menina louca. Gosto de coisas simples, porém mais verdadeiras possíveis, um beijo na chuva, um “eu te amo” apenas dito pelo olhar, troca de carinhos meio que infantis, em suma realidade inocentes, risos altos, cócegas e brigas sem motivos, flores e chocolate (nada melhor para acalmar e conquistar uma mulher) mensagens que digam ao menos um “oi”, surpresas, apoio em todas as decisões, um empurrãozinho quando há falta de coragem, um abraço do nada, sustos e sujeiras, resumindo; é necessário sentir que o amor está presente e a pessoa também.
Não reconheço o amor deste nosso presente que atua como um monstro, talvez eu esteja enganada, talvez a culpa esteja concentrada em um órgão que existe dentro de nosso peito que não sabe distinguir, entre o bem e o mal, ou ao menos que não prevê o futuro.
Por que as pessoas não amam mais como antes?
Por que impõem seus valores acima de tudo e não mudam por amor?
Talvez eu esteja ficando louca, ou realmente sentindo “o tal do amor” que me levanta e que me derruba, que me dá coragem e que me arranca milhares de outras oportunidades, que silencia e que grita, aquele amor que me torna diferente dos outros, não sei descrever.
E te digo uma coisa, acostume-se este é meu simples jeito de amar!



