quinta-feira, 15 de agosto de 2013

(RE)Embarcando...




Como o vento leva as folhas. Eu me (re)embarco  nos sentidos.
Nos sentidos dos sentidos, no que eu sinto e no que eu penso, o que foi e o que vem sendo, e as vezes eu simplesmente invento.
Como uma viagem pelas estrelas ou um passear  pelo mar. Toda imaginação é uma imensidão. Imaginação é coisa de criança, de quem sente e acredita na bondade. Criança é o resto de alegria que fica dentro de nós. Algumas sobrevivem com doses pequenas de atenção, outras perecem e algumas se encarnam em adultos.
Refiro-me ao aspecto ingênuo da criança, aquele que não pode ser tirado de ninguém e muito menos esquecido. E é o mesmo que ainda me motiva a escrever.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


 E eu trazia no meu coração, sólido e gelado a ânsia da conservação.
Não queria derretê-lo, e para isso era preferível que eu o deixasse sempre em um freezer.
Porém um dia resolvi sair e levá-lo junto.
Que derretesse! Que virasse água e que me lavasse com seus sentimentos!
Estava convicta que ao retornar, assim que eu o colocasse em seu devido habitat, se restabeleceria e gelo tornaria a ser novamente. Mas não esperava encontrar alguém com sede. E encontrei. Com sede e com seu coração totalmente derretido como o meu. Dei-o de beber e me embebedei em seu amor.
Ao retornar, aparentemente trazia consistente em meu peito o meu coração, não seria necessário nem gelá-lo. Engano meu, o que tinha dentro de mim era o dele e o meu eu deixei com ele.
Foi assim que tudo começou...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Do corpo...

Esse meu corpo que te chama
Feito brasa ardendo em chamas
No fogo de quem ama
No desejo de quem clama

Esse meu corpo pede cama
Como bebê com sede mama
Como quem pensa coisa insana
Ao deitar-se acompanhado em uma cama

Esse meu corpo te respira
No momento em que transpira
No instante que você vira
E também me inspira

Esse meu corpo banhado em mira
Pede o seu que é uma mina
Que junto ao teu nina
E separado pira

Esse meu corpo que tem pressa
Que muito se expressa
Que tanto espera
E pra ti não cessa

Esse meu corpo que te sente
Esse meu corpo demente
Esse meu corpo consciente
Esse meu corpo impaciente

Esse meu corpo que junto ao teu já não sei se são dois ou um (ou três).


E que estando ao seu lado toda tempestade (minha ou sua) 
seja apenas uma garoa de verão.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

[...]

Se todos os sentimentos que senti até o dia de hoje fossem suficientes para explicar o que sinto nesse momento, confesso que estaria bem. Mas singularmente, não estou mal, nem confusa, apenas pensando um pouco mais em certas coisas que semana passada julgava desnecessário pensar. É algo muito forte, e que me enfraquece, simples e ao mesmo tempo grandioso, tenho segurança e mínimo de medo, e sinto por meio de um calafrio, que o que me envolve é um grande desafio. Sinto um desejo ardente de vê-lo novamente, de ouvir sua voz, a suavidade de seus risos e do toque de suas mãos nas minhas. Quando meu celular vibra mostrando seu nome o que ocorre dentro de mim é um borbulhar de sensações. Sentimento que nunca senti antes. Com o passar dos dias, ele se faz mais presente em minha vida, e tudo que sinto vai se intensificando. E os sintomas pioram sempre à noite. É algo diferente, que me faz falar durante o sono, já que nunca o perco. Mas se perdesse, obviamente no meio da madrugada seria ele meu único pensamento. Que sentimento louco, não?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fracos e ao mesmo tempo Fortes...


Eis que a vontade de desistir dominou meu ser. Mas desistir agora? Depois de tanto ter tentado? Pois é! Este desejo ardente veio a me atormentar. Quis jogar tudo fora, quis estar em outro lugar. Só não queria estar novamente ali, elaborando planos para poder alcançar o que tanto queria. Obviamente, estava difícil prosseguir. Silenciei brevemente e passei pensar: O que me trouxe até aqui? Onde quero chegar? Por que andei tanto? O que vou ter depois de todo esse caminho? Parei de me lamentar e depois, apenas prossegui, com novas táticas e com desejo mais forte do que nunca de ir atrás de minha paz.Os fracos desistem. Os fortes silenciam, para que o grito da vitória ecoe mais alto.

sábado, 9 de março de 2013

Depende!


E como todas as outras vezes, ela tentou se apaixonar. Tão sega a ponto de se iludir. Dessa vez pensou que esqueceria o ariano estranho que conhecera em 05 de julho.
Mas o que ele tinha que a cativara tanto?
O que ela não tinha pra conquistá-lo? O que houve para ela se cansar? 
Ninguém entende, em certos pontos se davam tão bem, em outros eram tão contrários.
Só se sabe que sem querer ele a conquistou, e que apenas ele, apesar de tudo que passou depois que perderam o contato, permanecia em sua mente tão insatisfeita. Quando fechava os olhos o encontrava, via seu sorriso, seus olhos e seus cabelos, trazia momentaneamente ao rosto um sorriso, o sorriso da saudade, vinha como mágica seu perfume, ela sentia paz. Com o passar dos dias ele permanecia a atormentar seus sonhos. E ao acordar ela tentava voltar para a realidade, sempre uma tentativa complicada. Mas ela voltava, era preciso que ela voltasse, e seu desejo mais ardente de volta, era ao passado, reviver tudo de novo, e poder sentir aquele abraço apertado, queria voltar e permanecer. Porém, sabes tão bem que ela teve sua chance e que não soube aproveitá-la, sabes também que não será fácil de esquecê-lo, assim, inconformada consigo mesma sente constantemente a falta dele, sem saber o que ele sente. E ela só segue sua vida, com resquícios de esperança.
O que ela espera? Ele? Esquecê-lo? Outro alguém?
DEPENDE!
(...)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"É porque vivemos em uma sociedade repleta de mentiras, 
que as pessoas não gostam de ouvir verdades."

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aquela ou Aquela Outra?


Aquela que é de todos, nunca foi de ninguém
Aquela que todos querem, qualquer um tem
Aquela que se preserva, não faz questão de se guardar
Aquela que é nariz empinado, muito humilde manifesta-se em seu lar
Aquela que abusa, é a mesma que respeita limites
Aquela que aprisiona, liberdade permite
Aquela que sente saudades, joga do precipício as lembranças
Aquela que odeia seres infantis, adora crianças
Aquela que estuda, mete fogo em seus livros
Aquela que apenas tem motivos pra chorar, apresenta-se cheia de sorrisos
Aquela que tem a aparência da fragilidade, detém muita força
Aquela que é tão certa, reveste-se de contradições
Aquela que é adorável, é o diabo do avesso
Aquela que tudo quer, nada tem
Aquela que tanto voa, mantém os pés no chão
Aquela que caiu, é a mesma que vem derrubando.