Admito que tive árdua vontade de
colocar as reticências, ao invés do ponto final. Não esquecendo que há diversas
formas de pontuação, poderia ser uma vírgula, um ponto de exclamação ou até
mesmo interrogação. Mas nesta história eu não era a única escritora, e fui
obrigada a concordar em colocar o ponto final. Tão formoso, com uma
circunferência perfeita e escuro, aparentava estar em negrito e em fonte de
tamanho 18. Foi então a nossa decisão. Colocar um ponto final em uma frase
incompl.
domingo, 30 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Inverno - Primavera
O vento levou nossa história,
logo quando imaginei que ela nunca teria um fim. Foi tudo tão rápido e também
intenso. Não estamos mais no inverno, a primavera chegou. O tapete estendido ao
chão, feito de flores de ipê roxo, fragmentou-se aos poucos com as suaves
chuvas. E agora está tudo a desabrochar para compor outro tapete em alguns meses.
Porém, a flor que existe dentro de mim nem ao menos começou a desabrochar e já
murchou, morreu aos poucos, talvez seja por causa do vento gélido de
mudança de estações... E eu simplesmente tomo meu violão
e tento tocar:
“Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa
aconteceu
Está tudo assim tão diferente
(...)
Mesmo com tantos motivos pra
deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Estamos indo de volta pra casa”
E eu volto com um sorriso nos
lábios, pois agora será do jeito que sempre deveria ter sido, sem contatos
físicos, sem planos e sem acordos fúteis.
domingo, 16 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
CRISE DE PALAVRAS
Nunca imaginei que eu chegaria de tal forma neste momento,
ao auge de uma crise no meu vocabulário. Perderam-se palavras, sentidos e
significados dentro de mim, uma confusão semelhante à uma sopa de letrinhas. O
medo da monotonia me assombra, não pretendo de maneira alguma ser teutônica,
não quero!
O atual instante é intenso e as palavras vão sumindo, sendo
substituídas por atitudes.
E quem disse que palavras são necessárias? E quando não
serão?
Algumas se assemelham a flores, pedras, brisa e granadas.
As minhas por certas vezes não condizem com a realidade, e
outras vezes é o único instrumento que me basta.
Mas exatamente há duas horas venho tentando escrever alguma
coisa, algo que diz o que se passa aqui dentro, algo que retrate o que ocorreu,
ou algum cenário, um perfume, uma música, (sei lá!) um pedacinho deste mundo...
Ao contrário de muitas vezes, inspiração e motivo pra
escrever não faltaram. Eu sei tudo o que eu quero escrever, porém as palavras
resolveram submergir em uma profundeza de escuridão me deixando em uma
verdadeira crise. E eu paro por aqui, pois não encontro mais palavras para
descrever esta crise de palavras.
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