sábado, 22 de dezembro de 2012

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...


Talvez eu realmente não seja normal, mas isso não importa tanto. Me sinto bem sozinha, sem relacionamentos duradouros e sem depender de homem algum pra sobreviver, nunca dependi, só devo obrigações a Deus, a meu pai e talvez futuramente a um filho, mas nunca a algum parceiro. Talvez eu seja mesmo assim, como muitos julgam: “Egocêntrica demais!” Se eu não pensar em mim quem vai pensar? Tenho poucos amigos verdadeiros e minha família, acho que já basta. Qual o problema de eu possuir limites? Gosto deles, sou um pouco imatura e limites sempre ajudam nisso tudo. E se eu não vou aonde todos vão, se eu não curto o que muitos curtem, se eu não ajo de acordo com o padrão de mulher perfeita, afeta alguma coisa? Sou diferente por que não gosto que tudo seja igual, ingênuo e constante. Gosto muito de mudanças. Sou difícil de definir e de entender também...

Como rei Raul cantava...
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Aparência de fraqueza


Na história de minha vida, a caneta está em minha mão. Escolho muito bem quem permito entrar e quem eu faço sair. E o tempo? Age numa duplicidade. Ao mesmo instante que é um mero retentor do que é verdadeiro, ele sempre está compelindo o que não é. Por isso cuidado ao pedi-lo de mim, se queres que eu aqui fique nem se lembre de sua existência, do contrário usufrua-o como quiser. O orgulho? Sempre carreguei no peito, não o arranco a força e permito que ele teça o meu caráter. Minha dedicação? Verá se mereceres. E meu coração? Ele se perdeu, o cérebro rege meu corpo, movimenta-o e revitaliza-o (acredite se quiser!). O perdão? Só a quem se arrepende e deixo que fique. Porém se tentares tomar a caneta de minha mão, prepare-se para me esquecer. Posso ter aparência de fraqueza, mas na realidade sou muito mais forte.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Verdadeiro Raio de Sol


Quando criança, me ajoelhei e implorei aos céus para que me tornasse um anjo protetor. Que reservasse a mim um raio de sol capaz de brilhar e não queimar. Que guardasse no fundo de uma caixinha um presente que ao recebê-lo me tornasse um anjo melhor. Pedi sentimentos profundos, que não sumissem de repente e muita força para zelar de meu protegido. Implorei então por motivos que me fizessem merecer alguém tão especial. Roguei para que tivesse a capacidade de perdoar, e não me magoar a toa.
Mas durante o percurso da busca de meu raio de sol, tive que passar por noites sem luar, e eu não soube lidar com os sentimentos que tanto desejei. Me enganei e encontrei falsos sóis que me queimaram e me enrijeceram. Pensei que as conseqüências não seriam tão fatais, mas me tornaram um anjo arrogante, insensível, imaturo e ciumento. E ao encontrar meu raio de sol, algumas coisas se modificaram, mas alguns defeitos permaneceram. Então me pus novamente de joelhos e roguei ao papai que aquele raio de sol me protegesse, me guiasse e me suportasse, até que eu pudesse sarar de todas as feridas feitas por falsos sóis, para que assim que eu me curar eu possa zelá-lo, protegê-lo e admirá-lo para que jamais se apague e termine o amor pelo meu querido raio de sol.