segunda-feira, 18 de agosto de 2014

“Você precisa ser alguém na vida!” Eu tenho que aprender a ser?

Eis que me pus a refletir: tudo o que me orienta indica a mim uma direção. Mas qual? Essa direção de que tenho que seguir os padrões da sociedade em que estou inserida? Tenho que aprender a ser alguém, pois diante deste mundo, se eu não for bem sucedida, mais especificadamente, na vida profissional, a culpa é totalmente minha, as minhas condições não interferem no meu sucesso, pois eu tenho os mesmos direitos que todos.
            Os passos são tão simples! Você estuda. Arruma um emprego. Faz um vestibular para um curso que possa te ascender econômico e socialmente. Não passa na rede pública. Tenta na particular. Passa, só que tem que ir pra outra cidade. Desiste. Faz um curso técnico pra ganhar um pouco mais de dinheiro. Compra a mesma camisa de R$ 10,00, por R$ 208,00 só que com um “deseinho” pra dizer que é de marca e está com um poder aquisitivo melhor. Encontra um namorado que pense semelhante a você. Mas é pobre! Larga. Vai pra festas torrar todo o dinheiro que ganhou vendendo a força de trabalho, bem explorada por sinal, que não percebe problema nenhum nisso, está tão confortável! AI! É um ciclo rotativo, e você nunca é alguém! ou é! Porque você acha que subiu de classe, mas a única coisa que mudou foram seus hábitos, continua um trabalhador. Mas você é alguém na vida, se você se dedica, se encontrou alguém que paga bem por sua força de trabalho, não é vagabundo, tem umas aquisições razoáveis, mas ainda é trabalhador, só que com um pensamento de capitalista. Tenso!!!
            Agora você é alguém! Você não era? Complexo não?
 Só sei de uma coisa: Não! Eu não preciso aprender a SER! Eu sou! O problema é que não podemos sonhar muito alto, e a culpa não é de ninguém, pois ao meu ver a condição material é assassina desses sonhos, nesta sociedade em que se distingue e que se iguala, quem TEM e quem NÃO TEM.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

(RE)Embarcando...




Como o vento leva as folhas. Eu me (re)embarco  nos sentidos.
Nos sentidos dos sentidos, no que eu sinto e no que eu penso, o que foi e o que vem sendo, e as vezes eu simplesmente invento.
Como uma viagem pelas estrelas ou um passear  pelo mar. Toda imaginação é uma imensidão. Imaginação é coisa de criança, de quem sente e acredita na bondade. Criança é o resto de alegria que fica dentro de nós. Algumas sobrevivem com doses pequenas de atenção, outras perecem e algumas se encarnam em adultos.
Refiro-me ao aspecto ingênuo da criança, aquele que não pode ser tirado de ninguém e muito menos esquecido. E é o mesmo que ainda me motiva a escrever.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


 E eu trazia no meu coração, sólido e gelado a ânsia da conservação.
Não queria derretê-lo, e para isso era preferível que eu o deixasse sempre em um freezer.
Porém um dia resolvi sair e levá-lo junto.
Que derretesse! Que virasse água e que me lavasse com seus sentimentos!
Estava convicta que ao retornar, assim que eu o colocasse em seu devido habitat, se restabeleceria e gelo tornaria a ser novamente. Mas não esperava encontrar alguém com sede. E encontrei. Com sede e com seu coração totalmente derretido como o meu. Dei-o de beber e me embebedei em seu amor.
Ao retornar, aparentemente trazia consistente em meu peito o meu coração, não seria necessário nem gelá-lo. Engano meu, o que tinha dentro de mim era o dele e o meu eu deixei com ele.
Foi assim que tudo começou...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Do corpo...

Esse meu corpo que te chama
Feito brasa ardendo em chamas
No fogo de quem ama
No desejo de quem clama

Esse meu corpo pede cama
Como bebê com sede mama
Como quem pensa coisa insana
Ao deitar-se acompanhado em uma cama

Esse meu corpo te respira
No momento em que transpira
No instante que você vira
E também me inspira

Esse meu corpo banhado em mira
Pede o seu que é uma mina
Que junto ao teu nina
E separado pira

Esse meu corpo que tem pressa
Que muito se expressa
Que tanto espera
E pra ti não cessa

Esse meu corpo que te sente
Esse meu corpo demente
Esse meu corpo consciente
Esse meu corpo impaciente

Esse meu corpo que junto ao teu já não sei se são dois ou um (ou três).


E que estando ao seu lado toda tempestade (minha ou sua) 
seja apenas uma garoa de verão.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

[...]

Se todos os sentimentos que senti até o dia de hoje fossem suficientes para explicar o que sinto nesse momento, confesso que estaria bem. Mas singularmente, não estou mal, nem confusa, apenas pensando um pouco mais em certas coisas que semana passada julgava desnecessário pensar. É algo muito forte, e que me enfraquece, simples e ao mesmo tempo grandioso, tenho segurança e mínimo de medo, e sinto por meio de um calafrio, que o que me envolve é um grande desafio. Sinto um desejo ardente de vê-lo novamente, de ouvir sua voz, a suavidade de seus risos e do toque de suas mãos nas minhas. Quando meu celular vibra mostrando seu nome o que ocorre dentro de mim é um borbulhar de sensações. Sentimento que nunca senti antes. Com o passar dos dias, ele se faz mais presente em minha vida, e tudo que sinto vai se intensificando. E os sintomas pioram sempre à noite. É algo diferente, que me faz falar durante o sono, já que nunca o perco. Mas se perdesse, obviamente no meio da madrugada seria ele meu único pensamento. Que sentimento louco, não?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fracos e ao mesmo tempo Fortes...


Eis que a vontade de desistir dominou meu ser. Mas desistir agora? Depois de tanto ter tentado? Pois é! Este desejo ardente veio a me atormentar. Quis jogar tudo fora, quis estar em outro lugar. Só não queria estar novamente ali, elaborando planos para poder alcançar o que tanto queria. Obviamente, estava difícil prosseguir. Silenciei brevemente e passei pensar: O que me trouxe até aqui? Onde quero chegar? Por que andei tanto? O que vou ter depois de todo esse caminho? Parei de me lamentar e depois, apenas prossegui, com novas táticas e com desejo mais forte do que nunca de ir atrás de minha paz.Os fracos desistem. Os fortes silenciam, para que o grito da vitória ecoe mais alto.

sábado, 9 de março de 2013

Depende!


E como todas as outras vezes, ela tentou se apaixonar. Tão sega a ponto de se iludir. Dessa vez pensou que esqueceria o ariano estranho que conhecera em 05 de julho.
Mas o que ele tinha que a cativara tanto?
O que ela não tinha pra conquistá-lo? O que houve para ela se cansar? 
Ninguém entende, em certos pontos se davam tão bem, em outros eram tão contrários.
Só se sabe que sem querer ele a conquistou, e que apenas ele, apesar de tudo que passou depois que perderam o contato, permanecia em sua mente tão insatisfeita. Quando fechava os olhos o encontrava, via seu sorriso, seus olhos e seus cabelos, trazia momentaneamente ao rosto um sorriso, o sorriso da saudade, vinha como mágica seu perfume, ela sentia paz. Com o passar dos dias ele permanecia a atormentar seus sonhos. E ao acordar ela tentava voltar para a realidade, sempre uma tentativa complicada. Mas ela voltava, era preciso que ela voltasse, e seu desejo mais ardente de volta, era ao passado, reviver tudo de novo, e poder sentir aquele abraço apertado, queria voltar e permanecer. Porém, sabes tão bem que ela teve sua chance e que não soube aproveitá-la, sabes também que não será fácil de esquecê-lo, assim, inconformada consigo mesma sente constantemente a falta dele, sem saber o que ele sente. E ela só segue sua vida, com resquícios de esperança.
O que ela espera? Ele? Esquecê-lo? Outro alguém?
DEPENDE!
(...)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"É porque vivemos em uma sociedade repleta de mentiras, 
que as pessoas não gostam de ouvir verdades."

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aquela ou Aquela Outra?


Aquela que é de todos, nunca foi de ninguém
Aquela que todos querem, qualquer um tem
Aquela que se preserva, não faz questão de se guardar
Aquela que é nariz empinado, muito humilde manifesta-se em seu lar
Aquela que abusa, é a mesma que respeita limites
Aquela que aprisiona, liberdade permite
Aquela que sente saudades, joga do precipício as lembranças
Aquela que odeia seres infantis, adora crianças
Aquela que estuda, mete fogo em seus livros
Aquela que apenas tem motivos pra chorar, apresenta-se cheia de sorrisos
Aquela que tem a aparência da fragilidade, detém muita força
Aquela que é tão certa, reveste-se de contradições
Aquela que é adorável, é o diabo do avesso
Aquela que tudo quer, nada tem
Aquela que tanto voa, mantém os pés no chão
Aquela que caiu, é a mesma que vem derrubando.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...


Talvez eu realmente não seja normal, mas isso não importa tanto. Me sinto bem sozinha, sem relacionamentos duradouros e sem depender de homem algum pra sobreviver, nunca dependi, só devo obrigações a Deus, a meu pai e talvez futuramente a um filho, mas nunca a algum parceiro. Talvez eu seja mesmo assim, como muitos julgam: “Egocêntrica demais!” Se eu não pensar em mim quem vai pensar? Tenho poucos amigos verdadeiros e minha família, acho que já basta. Qual o problema de eu possuir limites? Gosto deles, sou um pouco imatura e limites sempre ajudam nisso tudo. E se eu não vou aonde todos vão, se eu não curto o que muitos curtem, se eu não ajo de acordo com o padrão de mulher perfeita, afeta alguma coisa? Sou diferente por que não gosto que tudo seja igual, ingênuo e constante. Gosto muito de mudanças. Sou difícil de definir e de entender também...

Como rei Raul cantava...
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Aparência de fraqueza


Na história de minha vida, a caneta está em minha mão. Escolho muito bem quem permito entrar e quem eu faço sair. E o tempo? Age numa duplicidade. Ao mesmo instante que é um mero retentor do que é verdadeiro, ele sempre está compelindo o que não é. Por isso cuidado ao pedi-lo de mim, se queres que eu aqui fique nem se lembre de sua existência, do contrário usufrua-o como quiser. O orgulho? Sempre carreguei no peito, não o arranco a força e permito que ele teça o meu caráter. Minha dedicação? Verá se mereceres. E meu coração? Ele se perdeu, o cérebro rege meu corpo, movimenta-o e revitaliza-o (acredite se quiser!). O perdão? Só a quem se arrepende e deixo que fique. Porém se tentares tomar a caneta de minha mão, prepare-se para me esquecer. Posso ter aparência de fraqueza, mas na realidade sou muito mais forte.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Verdadeiro Raio de Sol


Quando criança, me ajoelhei e implorei aos céus para que me tornasse um anjo protetor. Que reservasse a mim um raio de sol capaz de brilhar e não queimar. Que guardasse no fundo de uma caixinha um presente que ao recebê-lo me tornasse um anjo melhor. Pedi sentimentos profundos, que não sumissem de repente e muita força para zelar de meu protegido. Implorei então por motivos que me fizessem merecer alguém tão especial. Roguei para que tivesse a capacidade de perdoar, e não me magoar a toa.
Mas durante o percurso da busca de meu raio de sol, tive que passar por noites sem luar, e eu não soube lidar com os sentimentos que tanto desejei. Me enganei e encontrei falsos sóis que me queimaram e me enrijeceram. Pensei que as conseqüências não seriam tão fatais, mas me tornaram um anjo arrogante, insensível, imaturo e ciumento. E ao encontrar meu raio de sol, algumas coisas se modificaram, mas alguns defeitos permaneceram. Então me pus novamente de joelhos e roguei ao papai que aquele raio de sol me protegesse, me guiasse e me suportasse, até que eu pudesse sarar de todas as feridas feitas por falsos sóis, para que assim que eu me curar eu possa zelá-lo, protegê-lo e admirá-lo para que jamais se apague e termine o amor pelo meu querido raio de sol.

sábado, 10 de novembro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

E jogamos tudo fora.
Como se esse TUDO não tivesse representado NADA.
Que Erro! =/