Espero- te deitada nesta sala tão fria, a qual me assombra e se assemelha a um buraco tão escuro e sem fim. Admito tenho sono e sinto falta de sua presença.
Estou aqui a relembrar, teus olhos tão claros que (ó Deus como gostaria de desvendar os mistérios que se escondem dentro deles) ao me olharem com sua pupila tão grande como nunca, e que mal posso perceber o verde que as rodeia, estes olhos vão me conquistando sem ser dito uma única palavra. E os meus? Até os imagino grandes, brilhantes e escuros, que gritam incessantemente sua importância pra mim.
A necessidade de seu calor aumenta ao deslizar levemente suas mãos em minhas costas. E o meu silêncio permanece, minha boca procura palavras para dizer o que acontece, mas é um fracasso e prefiro não abri-la, para não correr o risco de lhe provar que estou inquieta com sua presença e meus olhos gritam: “Para! Não me faça enlouquecer novamente.”
Se não percebes, há algo dentro de mim, o qual não compreendo, tento controlar e esconder, mas é impossível, e é o que mais confirma em mim a necessidade de sua existência.
E apenas silencio agora, meus olhos e minha imaginação, para lhe esperar e suportar a sua ausência, nesta sala tão fria, onde agora o que grita são minhas lágrimas, calando as palavras tolas destas paredes tão mortas.

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