Empurra-me
como se fosse fácil caminhar com as línguas, de meu tênis, tortas, (sim) ainda
assim eu prossigo, a molhá-los com estes respingos tão incertos de chuva morna.
As
flores úmidas, olhar indiferente, permaneço feito estátua a sua frente , lendo
os seus desejos e esboçando vagamente os meus.Não entendendo suas palavras, em
suma integralmente surda para suas explicações, reajo com um simples sorriso, o
qual na hora não tem o mero sentido. A saudade desgraçando o meu peito,
expressão de orgulho ferido e esperança amordaçada. E os meus pés ainda
encharcados de água, seguindo o caminho que há muito já estava traçado.
Despeço-me
como se fostes um conhecido qualquer, sem criar expectativas de estar contigo
nos próximos minutos, nas próximas horas e nos próximos dias...
E assim
conscientemente seguirei, vivendo do acaso, da decisão não tomada, esperando
até que você compreenda que não sou tão simples e imatura, para você encontrar
alguém semelhante a mim em uma esquina qualquer.
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