sábado, 11 de agosto de 2012


Empurra-me como se fosse fácil caminhar com as línguas, de meu tênis, tortas, (sim) ainda assim eu prossigo, a molhá-los com estes respingos tão incertos de chuva morna.
As flores úmidas, olhar indiferente, permaneço feito estátua a sua frente , lendo os seus desejos e esboçando vagamente os meus.Não entendendo suas palavras, em suma integralmente surda para suas explicações, reajo com um simples sorriso, o qual na hora não tem o mero sentido. A saudade desgraçando o meu peito, expressão de orgulho ferido e esperança amordaçada. E os meus pés ainda encharcados de água, seguindo o caminho que há muito já estava traçado.
Despeço-me como se fostes um conhecido qualquer, sem criar expectativas de estar contigo nos próximos minutos, nas próximas horas e nos próximos dias...
E assim conscientemente seguirei, vivendo do acaso, da decisão não tomada, esperando até que você compreenda que não sou tão simples e imatura, para você encontrar alguém semelhante a mim em uma esquina qualquer.

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