Como já te disse a sua ausência
me fere o peito feito uma lança, a incerteza me envolve e me sufoca, a
distância, aaaaaaaa como és maldita, e as impossibilidades são variadas. A última vez que te vi foi ontem, mas não
aparenta. Estava frio e você me aqueceu. Não conseguia pensar em outra coisa,
eu senti algo muito forte dentro de mim, como luzes que formavam seu nome e
piscavam na escuridão. Meu amado marcado com o Olho do filho de Hórus, meu
resumo de proteção e sublime força. Fez eu me render, e lhe amei como se fosse
o único, suas mãos me dominavam, já as minhas perderam toda a força. Tive medo,
não havia planejado nada, mas vivemos aquele momento, como se estivéssemos
seguindo perfeitamente a um script. Até que te olhei e me peguei cantando em
mente “não, não fuja não, finja que agora eu era o seu brinquedo, eu era o seu
pião, o seu bicho preferido”, pois me senti segura ao seu lado. Fui sua e
apenas sua. E quando nos abraçamos frente ao espelho, eu desejei uma máquina
fotográfica em mãos para registrar o abraço mais envolvente e protetor que
recebi. Foi como um sonho e cabe apenas a nós dois realizá-lo aqui, na
Dinamarca ou no Japão...
Nenhum comentário:
Postar um comentário