O vento levou nossa história,
logo quando imaginei que ela nunca teria um fim. Foi tudo tão rápido e também
intenso. Não estamos mais no inverno, a primavera chegou. O tapete estendido ao
chão, feito de flores de ipê roxo, fragmentou-se aos poucos com as suaves
chuvas. E agora está tudo a desabrochar para compor outro tapete em alguns meses.
Porém, a flor que existe dentro de mim nem ao menos começou a desabrochar e já
murchou, morreu aos poucos, talvez seja por causa do vento gélido de
mudança de estações... E eu simplesmente tomo meu violão
e tento tocar:
“Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa
aconteceu
Está tudo assim tão diferente
(...)
Mesmo com tantos motivos pra
deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Estamos indo de volta pra casa”
E eu volto com um sorriso nos
lábios, pois agora será do jeito que sempre deveria ter sido, sem contatos
físicos, sem planos e sem acordos fúteis.

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