quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CRISE DE PALAVRAS


Nunca imaginei que eu chegaria de tal forma neste momento, ao auge de uma crise no meu vocabulário. Perderam-se palavras, sentidos e significados dentro de mim, uma confusão semelhante à uma sopa de letrinhas. O medo da monotonia me assombra, não pretendo de maneira alguma ser teutônica, não quero!
O atual instante é intenso e as palavras vão sumindo, sendo substituídas por atitudes.
E quem disse que palavras são necessárias? E quando não serão?
Algumas se assemelham a flores, pedras, brisa e granadas.
As minhas por certas vezes não condizem com a realidade, e outras vezes é o único instrumento que me basta.
Mas exatamente há duas horas venho tentando escrever alguma coisa, algo que diz o que se passa aqui dentro, algo que retrate o que ocorreu, ou algum cenário, um perfume, uma música, (sei lá!) um pedacinho deste mundo...
Ao contrário de muitas vezes, inspiração e motivo pra escrever não faltaram. Eu sei tudo o que eu quero escrever, porém as palavras resolveram submergir em uma profundeza de escuridão me deixando em uma verdadeira crise. E eu paro por aqui, pois não encontro mais palavras para descrever esta crise de palavras.

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