sexta-feira, 2 de agosto de 2013


 E eu trazia no meu coração, sólido e gelado a ânsia da conservação.
Não queria derretê-lo, e para isso era preferível que eu o deixasse sempre em um freezer.
Porém um dia resolvi sair e levá-lo junto.
Que derretesse! Que virasse água e que me lavasse com seus sentimentos!
Estava convicta que ao retornar, assim que eu o colocasse em seu devido habitat, se restabeleceria e gelo tornaria a ser novamente. Mas não esperava encontrar alguém com sede. E encontrei. Com sede e com seu coração totalmente derretido como o meu. Dei-o de beber e me embebedei em seu amor.
Ao retornar, aparentemente trazia consistente em meu peito o meu coração, não seria necessário nem gelá-lo. Engano meu, o que tinha dentro de mim era o dele e o meu eu deixei com ele.
Foi assim que tudo começou...

Um comentário:

  1. Sou admirador daqueles amores que, ainda que cheios de "até logos", não se despedem de fato. Guardam-se na saudade e aguardam na vontade de dizer "volta logo".

    (Gustavo Lacombe)

    Para sempre em meu S2

    Amo-te.


    Sid

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