E eu trazia no meu coração, sólido e gelado a ânsia da
conservação.
Não queria derretê-lo, e para isso era preferível que eu o
deixasse sempre em um freezer.
Porém um dia resolvi sair e levá-lo junto.
Que derretesse! Que virasse água e que me lavasse com seus
sentimentos!
Estava convicta que ao retornar, assim que eu o colocasse em
seu devido habitat, se restabeleceria e gelo tornaria a ser novamente. Mas não
esperava encontrar alguém com sede. E encontrei. Com sede e com seu coração
totalmente derretido como o meu. Dei-o de beber e me embebedei em seu amor.
Ao retornar, aparentemente trazia consistente em meu peito o
meu coração, não seria necessário nem gelá-lo. Engano meu, o que tinha dentro
de mim era o dele e o meu eu deixei com ele.
Foi assim que tudo começou...

Sou admirador daqueles amores que, ainda que cheios de "até logos", não se despedem de fato. Guardam-se na saudade e aguardam na vontade de dizer "volta logo".
ResponderExcluir(Gustavo Lacombe)
Para sempre em meu S2
Amo-te.
Sid