Na história de minha vida, a
caneta está em minha mão. Escolho muito bem quem permito entrar e quem eu faço
sair. E o tempo? Age numa duplicidade. Ao mesmo instante que é um mero retentor
do que é verdadeiro, ele sempre está compelindo o que não é. Por isso cuidado
ao pedi-lo de mim, se queres que eu aqui fique nem se lembre de sua existência,
do contrário usufrua-o como quiser. O orgulho? Sempre carreguei no peito, não o
arranco a força e permito que ele teça o meu caráter. Minha dedicação? Verá se
mereceres. E meu coração? Ele se perdeu, o cérebro rege meu corpo, movimenta-o
e revitaliza-o (acredite se quiser!). O perdão? Só a quem se arrepende e deixo
que fique. Porém se tentares tomar a caneta de minha mão, prepare-se para me
esquecer. Posso ter aparência de fraqueza, mas na realidade sou muito mais
forte.
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